FACULDADE ATENAS MARANHENSE
CURSO DE LETRAS PORTUGUES
DISCIPLINA: ESTUDO DA PROSA
PROF: ENEIDA
DÉBORA CRISTINA PEREIRA
BRAUNIENNE BATISTA
MARIA JOSÉ REIS
MARIA JOSÉ CARVALHO
MICHELLE BRENA
ROSALIA BEZERRA
JAMILLE CAMPELO
JOSÉ ROBERTO
LINDALVA LOPES
CLEYDIANE
ANÁLISE COMPARADA DE IRACEMA E PERO VAZ CAMINHA
São Luís
2009
ANÁLISE COMPARADA DE IRACEMA E PERO VAZ CAMINHA
Podemos observar que nas obras mostram um comportamento mais voltado para o sentimentalismo, trazendo em seu um universo místico onde os personagens viviam em situações nas quais estava explícito o elo que forma o homem e a excelência moral. Percebemos também Iracema traz fragmentos históricos que se referem a Bahia. Já na carta de Caminha fala do momento histórico, referindo-se a terra nova,pois a cultura era enriquecida por componentes históricos, e por aspectos identitários essa história focaliza na origem da nação e afirma o pensamento e considera as identidades nacionais que não são coisas nas quais nascemos são elas formadas e transformadas.
Pois as obras falam dos aspectos mitológicos, descreve com riquezas de detalhes os nativos e o seu local de origem, tudo isso serve para contribuir para valorização da cultura da região na qual viviam.
A obra de Iracema é escrita na terceira pessoa, onde existe um narrador-observador, pois é um narrador que caracteriza os personagens a parte do que pode ser observado de seus sentimentos e comportamentos.
Podemos observar também na obra Iracema que seu escritor José de Alencar procura traduzir em sua obra o desejo de caracterizar o Brasil como uma noção culturalmente independente.José de Alencar como o Romantismo se caracteriza por ser um movimento literário voltado para o passado histórico, podem dizer que a obra Iracema apresenta traços de intertextos.Podemos observar a intertextos com a carta de Pero Vaz de Caminha, com obra de Iracema, notamos que a discrição física, se assemelha a obra dos índios, ali andavam entre eles três ou quatro moços, muitos novos e muito gentes com cabelos muitos pretos e compridos, essa características podemos analisar presente na obra Iracema, personagem símbolo do nacionalismo é que representado por Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira. José de Alencar soube explorar artisticamente ao acontecimento históricos para criar uma literatura tipicamente brasileira.
Contudo a obra de Iracema de José de Alencar relata as primeiras impressões sobre a terra recém-descoberta, a terra brasileira, observamos na obra romântica referente ao ambientes os personagens indígenas e seus costumes, seu contexto histórico pode ser considerada como símbolo da identidade nacional.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
quinta-feira, 29 de abril de 2010
ATIVIDADE - GRUPO Ubirajara
FAMA-FACULDADE ATENAS MARANHENSE
DATA: 27/04/2010
NOME: ADRIANA DE CÁSSIA, ALINE DE JESUS, ARETUSA RÊGO, OLGA SALES, CLAUDEIRIS.
UBIRAJARA- JOSÉ DE ALENCAR
Ubirajara é um romance indianista que tem como personagem o Jaguarê do qual se apaixona por Araci onde representa o romance indianista onde todo o contexto da historia se passa num meio natural, ou seja, referente a natureza e longe da civilização.A personagem é trabalhada como o bom selvagem.A narrativa é feita na 3ºpessoa .
Temos o jovem caçador araguaia Jaguarê, que aspirava à conquista da fama de guerreiro imbatível. Ele está no meio da mata, procurando novos desafios. Essa oportunidade, porém, não ocorre, pois quem ele encontra é a belíssima virgem Araci, “estrela do dia”, filha de ltaquê, chefe da nação tocantim.
. Nesse encontro, eles mantêm um breve diálogo e ela lhe diz : “O mais forte e valente [guerreiro] me terá por esposa.” Ele não se alista, mas pede que ela mande pretendentes para combatê-lo. Logo aparece Pojucã para combater com Jaguarê e é vencido por ele. Jaguarê torna-se então Ubirajara, o senhor da lança. Sendo levado para a taba de Ubirajara, Pojucã tem a oportunidade de ficar com a antiga prometida à Jaguarê, a jovem Jandira. Esta se recusa ficar com Pojucã e foge para a floresta. Ubirajara chega à taba de Araci e, como permite a lei da hospitalidade, não se identifica, adotando o nome de Jurandir, o que veio trazido da luz. Compete com os demais pretendentes de Araci e ganha a mão da jovem tocantim em casamento, mas antes de casa-se é obrigado a identificar-se. Faz-se ali uma situação constrangedora, pois seu prisioneiro é Pojucã, irmão de Araci.
Estava assim declarada a guerra. Pojucã é libertado para que pudesse lutar junto com o seu povo, os tocantins. Quando os araguaias vão atacar, surgem os tapuias, que têm o direito de atacar antes dos araguaias, que têm que esperar. Itaquê, chefe dos tocantins, vence o chefe dos tapuias mas fica cego perdendo assim a liderança de seu povo. Para que possa haver uma sucessão os guerreiros tocantins devem pegar o arco de Itaquê, dobrá-lo e atirar com ele. Nenhum guerreiro tocantim consegue o feito, inclusive Pojucã, filho de Itaquê. Por isso convidam Ubirajara para fazê-lo.Este o faz com tal destreza e habilidade que emociona Itaquê. Ubirajara enfim, une os dois arcos das duas nações, araguaia e tocantim, dando origem à nação Ubirajara.
DATA: 27/04/2010
NOME: ADRIANA DE CÁSSIA, ALINE DE JESUS, ARETUSA RÊGO, OLGA SALES, CLAUDEIRIS.
UBIRAJARA- JOSÉ DE ALENCAR
Ubirajara é um romance indianista que tem como personagem o Jaguarê do qual se apaixona por Araci onde representa o romance indianista onde todo o contexto da historia se passa num meio natural, ou seja, referente a natureza e longe da civilização.A personagem é trabalhada como o bom selvagem.A narrativa é feita na 3ºpessoa .
Temos o jovem caçador araguaia Jaguarê, que aspirava à conquista da fama de guerreiro imbatível. Ele está no meio da mata, procurando novos desafios. Essa oportunidade, porém, não ocorre, pois quem ele encontra é a belíssima virgem Araci, “estrela do dia”, filha de ltaquê, chefe da nação tocantim.
. Nesse encontro, eles mantêm um breve diálogo e ela lhe diz : “O mais forte e valente [guerreiro] me terá por esposa.” Ele não se alista, mas pede que ela mande pretendentes para combatê-lo. Logo aparece Pojucã para combater com Jaguarê e é vencido por ele. Jaguarê torna-se então Ubirajara, o senhor da lança. Sendo levado para a taba de Ubirajara, Pojucã tem a oportunidade de ficar com a antiga prometida à Jaguarê, a jovem Jandira. Esta se recusa ficar com Pojucã e foge para a floresta. Ubirajara chega à taba de Araci e, como permite a lei da hospitalidade, não se identifica, adotando o nome de Jurandir, o que veio trazido da luz. Compete com os demais pretendentes de Araci e ganha a mão da jovem tocantim em casamento, mas antes de casa-se é obrigado a identificar-se. Faz-se ali uma situação constrangedora, pois seu prisioneiro é Pojucã, irmão de Araci.
Estava assim declarada a guerra. Pojucã é libertado para que pudesse lutar junto com o seu povo, os tocantins. Quando os araguaias vão atacar, surgem os tapuias, que têm o direito de atacar antes dos araguaias, que têm que esperar. Itaquê, chefe dos tocantins, vence o chefe dos tapuias mas fica cego perdendo assim a liderança de seu povo. Para que possa haver uma sucessão os guerreiros tocantins devem pegar o arco de Itaquê, dobrá-lo e atirar com ele. Nenhum guerreiro tocantim consegue o feito, inclusive Pojucã, filho de Itaquê. Por isso convidam Ubirajara para fazê-lo.Este o faz com tal destreza e habilidade que emociona Itaquê. Ubirajara enfim, une os dois arcos das duas nações, araguaia e tocantim, dando origem à nação Ubirajara.
ATIVIDADE - GRUPO "O GUARANI"

O GUARANI: Uma descrição do índio brasileiro
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Liliana Keully, Ivanilde Lopes, Keyce Raphaela, Paulo Ricardo, Andrea Sousa
No século XVI a maioria das obras escritas no Brasil não foi feita por brasileiros, mas sobre o Brasil por visitantes, chamada Literatura de Informação. Esta se destinava a descrever e revelar as idéias que os portugueses tinham em relação à “terra nova”, sua flora, fauna e sua gente. Através dessa literatura se tem ideia do assombro europeu diante de um mundo tropical e totalmente exótico.
Através informações mais precisas sobre os grupos tribais que habitavam o Brasil à época do descobrimento, chamados genericamente tupinambás, e sobre as primeiras iniciativas colonizadoras dizem respeito às terras litorâneas, onde primeiro se fixou o europeu.
Aos poucos vão se conhecendo, sobretudo outras "castas de gentio". Pelo fim do século, Gabriel Soares de Souza fornece inventários complexos destas outras etnias. Este denuncia assim a inaudita selvageria dos Aimorés de Porto Seguro e de Ilhéus: "São estes aimorés tão selvagens que, dos outros bárbaros são havidos por mais que bárbaros' (G.S.de Sousa 1971(1587): 79). Ainda faz inferência a eles como traiçoeiros e que não enfrentam os inimigos em campo aberto, senão lhes armam ciladas. Comem sua caça crua ou mal assada, omofagia que prenuncia o que constitui o paroxismo da selvageria, sua antropofagia alimentar. Distingue-se assim um canibalismo de vingança - o dos Tupi - e um canibalismo alimentar, dos bárbaros Aimorés, dos Oitacás, e alguns mais.
Anos mais tarde, José de Alencar ainda se recorda da emoção que foi a descoberta dos autores no século XVI, que nos dão as primeiras impressões dos europeus ao encontrarem a natureza e o índio do Brasil, em cujas páginas já procurava um tema para desenvolver em sua própria literatura. Traçando um paralelo a Gabriel de Sousa Soares, notamos em Alencar um tratamento de exaltação extrema, para valorizar a terra - numa defesa da tese nacionalista de valorização do homem e da terra pátria. As suas descrições da natureza são infindas, sempre ressaltando a riqueza da fauna e da flora principalmente.
O Guarani, portanto é a sua obra prima, pois nos dá uma ideia histórica e poética dos primeiros passos do nosso imenso Brasil. Esta nos leva para um enredado de emoções envolvendo os indígenas, a família de colonizadores portugueses e a vida inicial na colônia lusa. Como observa o mesmo em suas notas, o próprio título da obra significa "o indígena brasileiro”.
Geralmente não é difícil a caracterização das personagens românticas, pois estas apresentam sempre as mesmas características. Em O Guarani, portanto, realçam-se como personagens mais importantes:
1) PERI: entranha-se bem as qualidades que o autor lhe confere como símbolo da terra e da pátria brasileira: é corajoso, bravo, impetuoso, leal e nobre. Peri é, pois, um selvagem idealizado, dono de qualidades que fariam inveja aos mais nobres e leais fidalgos medievais.
2) CECÍLIA: é o padrão da beleza romântica. Bela, pura, inocente, virgem, essa menina e dona de qualidades morais dignas de uma heroína romântica. Embora, tenha se revelado mesquinha e ingrata com Peri no início, desprezando-o e magoando-o. É daí que surge o apelido "Ceci", a que magoa como lhe chamou o índio.
3) D. ANTONIO DE MARIZ: é o modelo do fidalgo medieval, colocando acima de tudo a lealdade, a honra, a dignidade e a nobreza.
4) LOREDANO: é o vilão da história, representando bem o antagonista. Sua participação no livro é das mais importantes: se não fosse ele, muitas das ações nobres e dignas do protagonista não seriam realçadas.
5) ÁLVARO: é outro que tem traços de herói romântico: corajoso, leal e digno são adjetivos que lhe ficam bem. Embora não tivesse tido muita oportunidade de demonstrar suas qualidades, provou a sua coragem ao libertar Peri das garras dos aimorés.
6) ISABEL: representa bem a beleza e a sensualidade da mulher brasileira.
As outras personagens que sobressaem são: D. LAURIANA, esposa de D. Antônio; seu filho, D. DIOGO, responsável pela morte da índia que provocou a vingança dos aimorés; e seu escudeiro, AIRES GOMES, que empresta um pouco de comicidade à narrativa. Destacam-se ainda OS AIMORÉS que, como Loredano, assumem também a função de antagonista.
REFERÊNCIAS
ALENCAR, José de. O GUARANI: Martim Claret.
SOARES, Gabriel de Sousa. O TRATADO DESCRITIVO DO BRASIL. 1587
BOSI, Alfredo. HISTÓRIA CONCISA DA LITERATURA BRASILEIRA. 37 ed. São Paulo: Cultrix, 2000.
MOISÉS, Massud. HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA: das origens ao romantismo. 6º Ed. Cultrix, 2001.
ATIVIDADE - GRUPO IRACEMA

EQUIPE
Alzira Maria Neta
Carleane Silva Furtado
Irlândia Castro do Nascimento
John Wayne Silva Araújo
Paula Solange Sodré
Ronison Jorge Castro Marques
Rosângela Pinto Oliveira
IRACEMA
A literatura informativa, também chamada de literatura dos viajantes, reflexo das grandes navegações, empenha-se em fazer um levantamento da ” terra nova”, de sua flora, fauna, de sua gente. Daí ser uma literatura meramente descritiva e sua principal característica dessa manifestação é a exaltação da terra, resultante do assombro do europeu que vinha de um mundo temperado e se defrontava com o exotismo e a exuberância de um mundo tropical. Como exemplo dessa literatura temos as cartas de Pero de Magalhães e de Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel sobre o achamento do Brasil onde faziam uma descrição da terra e dos índios que aqui habitavam.
O Romantismo no Brasil se inicia com a publicação do livro de poesia “Suspiro Poéticos e saudade de Gonçalves de Magalhães.
Movidos pelo entusiasmo da proclamação da Independência do do Brasil,Escritores brasileiros como:Manuel Antônio de Almeida,Bernardo Guimarães,José de Alencar entre outros,resolveram fazer uma literatura autenticamente nacional.
Por isso o Romantismo é considerado por muitos o nascimento da vida literária no Brasil. Este novo modo de fazer literatura abandona os modelos lusitanos e passa a abordar temas relacionados com a realidade social e histórica do povo brasileiro.
Além disso, os escritores passaram a utilizar palavra mais próxima da fala dos brasileiros, expressando de modo subjetivo as coisas ao seu redor.
O Romantismo no Brasil pode ser classificado em três gerações a 1° Geração conhecida também como nacionalista ou indianista, pois os escritores desta fase valorizaram muito a figura do índio, visto como um herói. Neste período também havia a presença do sentimentalismo e da religiosidade. Destacam-se nesta fase os seguintes escritores: Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias, Araújo Porto Alegre.
A 2ª Geração conhecida como Mal do século. Os escritores desta época retratavam os temas amorosos levados ao extremo e as poesias são marcadas por um profundo pessimismo, valorização da morte, tristeza e uma visão decadente da vida e da sociedade. Podemos destacar os seguintes escritores desta fase Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu e Junqueira Freire.
A última Geração os textos são marcados por crítica social,reflete as lutas internas do reinado de D.Pedro II. Os destaques desta geração foram Castro Alves, Sousãndrade e Tobias Barretonado.
O Romantismo também se apresenta em Prosa e o seu principal representante é José de Alencar,com ele surge novos estilos de prosa como:
Os romances urbanos:São os romances ambientados no Rio de Janeiro, protagonizados por personagens femininos, mostravam o luxo e as atividades sociais burguesas, no entanto apresentavam uma critica aos hábitos hipócritas da burguesia e seu caráter capitalista. São exemplos de romances urbanos de José de Alencar:Senhora,Lucíola.
Os romances Regionalistas:São Narrativas que acontecem em lugares tipicamente brasileiros, menos influenciados pela cultura européia. Basicamente, são romances que procuram ser mais fiéis ao projeto de brasilidade e propaganda do Brasil independente, o objetivo é fazer propaganda aos próprios brasileiros, expondo a diversidade do país. São Exemplos de romances regionalistas de José de Alencar:O Gaúcho,O Sertanejo e O Tronco do Ipê.
Os Romances Históricos e Indianistas:RetrataO indio como heroi nobre valorizado por todos.Nesses romances Alencar utiliza uma linguagem mais original, com vocábulos do tupi.
Anhanga turbou sem dúvida o sono de Irapuã,que o trouxe perdido ao bosque da jurema,onde nenhum guerreiro penetra contra a vontade de Araquém(pág.25)
Dentre estas obras podemos citar O Guarani,Ubirajara,As Minhas de Prata e Iracema.Em Iracema temos a imagem da mulher indiana frente ao homen branco colonizado,retratando o povo nativo brasileiro .
Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado (pág.14)
Os romances indianistas de José de Alencar trouxeram maior popularidade ao escritor. Iracema, romance baseado numa lenda do período de formação do ceará, retrata o nativo brasileiro – no caso, a índia – em seu primeiro contato com o branco colonizador. Em toda a narrativa observamos a forma expressiva dos adjetivos, responsáveis pelo clima de idealização da figura do índio; também percebe-se que o autor se esforça para integrar o herói a natureza: são atitudes tipicas do romântico. O próprio nome da heroína Iracema que em tupi-guarani significa “ labios de mel” é um anagrama da palavra américa, ou seja, a heroína é própria personificação da terra nova, virgem, selvagem.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Trabalho - Ubirajara
CENTRO DE ENSINO ATENAS MARANHENSE – CEAMA
FACULDADE ATENAS MARANHNSE – FAMA
GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS
DISCIPLINA: ESTUDO DA PROSA EM LÍNGUA PORTUGUESA
PROF.: MARIA ENEIDA
SEMESTRE/ANO: 1°/2010
UBIRAJARA: Do indivíduo ingênuo ao herói brasileiro
Adriana Clara, Cleidiane Nunes, Daniela Sá, Gilson Araujo, Maressa Isvy, Nébia Furtado e Yargo Carvalho ¹
Traçando um paralelo entre a “Narrativa Epistolar” de Fernão Cardim, e o Ubirajara de José de Alencar, percebemos seus personagens edênicos, porém tratados de maneiras diferentes. Em Fernão Cardim (1847) encontramos a objetividade dos fatos, em que o autor procura descrever com clareza as características do índio, retratando seus costumes, crenças e até mesmo a ingenuidade do nativo como ele próprio afirma “(...) parece que estão no estado de inocência nesta parte, pela grande honestidade e modéstia que entre si guardão (...)”. Enquanto em “Ubirajara” percebemos a subjetividade dos acontecimentos, em que o índio é tido como um “grande guerreiro”, o nativo sempre é visto de forma valorizada, no qual José de Alencar busca definir a identidade nacional.
Tais considerações podem ser melhor compreendidas na caracterização de dois períodos literários que compreendem cada obra :
O Período Quinhentista foi a primeira manifestação literária do Brasil, que se caracterizava por suas tendências: Literatura Informativa e Literatura dos Jesuítas. Aqui nos deteremos a Literatura Informativa de Fernão Cardim, que se enquadra em gênero propagandístico da colônia portuguesa a fim de descrever os bons ares do Brasil e da gente do Brasil, que segundo Moisés (2001, p.54) “Lendo-o, tem-se a impressão de estar recebendo as primeiras sensações desencadeadas pela terra nova numa psicologia ainda plástica e imune a maiores preconceitos.” Pois antes de Cardim outros jesuítas descreveram a paisagem do Brasil, mas sempre falando da selvageria do índio, enquanto Cardim trata da candura e da pureza de cada um. No dizer de Bosi (2000, p.13) a literatura informativa tem validade também “para sugestões temáticas e formais”, temas estes que serão muito bem explorados por José de Alencar suas obras.
O Romantismo é caracterizado pela liberdade de criação, sendo dividido em três gerações. A obra Ubirajara fica pertencente à primeira geração romântica, pois possui expressamente as características nacionalistas ou indianistas desse período. A primeira geração romântica nasceu da necessidade de caracterizar o Brasil como Brasil, para Bosi (2002) esta fase significou o rompimento do critério formal clássico para a constituição de caracteres próprios da sociedade brasileira. No entanto Alencar, ainda nos remete aos ideais clássicos por meio de sua narrativa de cunho heróico.
José de Alencar valoriza o mundo selvagem, que segundo Bosi: “O Brasil ideal de Alencar seria uma espécie de cenário selvagem (2000, p.138). Visto que, Alencar aborda as características do índio considerando-o em seu estado mais puro.
Ubirajara retrata a história de um guerreiro chamado Jaguarê, e sua busca por ser reconhecido como tal, passando a ser chamado de Ubirajara. Que em certos tempos se apaixona por Araci, filha do chefe de uma tribo rival, tenta disputá-la como esposa, porém só consegue essa vitória no momento em realiza um feito heróico que une as duas tribos. A obra Ubirajara é narrada em terceira pessoa tendo um narrador onisciente. Está situada em um espaço conhecido como pré-cabraliano, o qual o homem branco ainda não pôde tocar, tanto que é possível perceber a relação intrínseca entre a natureza e os índios, em que demonstram profundo conhecimento e equilíbrio com o ambiente. O personagem é um selvagem, por viver em tal cenário: “Pela margem do grande rio caminha Jaguarê, o jovem caçador. (p. 1140)”, percebe-se que a narrativa se passa em meio à floresta brasileira e que são esses elementos naturais que formam o protagonista Jaguarê.
Os principais personagens desse romance são:
Ubirajara: conhecido anteriormente como Jaguarê, é o herói do romance, que se torna “senhor da lança”, tendo como principal característica a sua incessante busca por ser um verdadeiro guerreiro.
Jandira: Virgem prometida como esposa de Ubirajara, que fica inconformada com sua rejeição, tentando matar Araci que era a verdadeira paixão de Ubirajara.
Araci: é a filha do chefe da tribo rival, que encanta Ubirajara.
Pojucan: Irmão de Araci, que luta com Jaguarê.
Itaquê: é o pai de Araci, um chefe de princípios.
Jacamim: mãe de Araci e Pojucan.
Camacã: pai de Ubirajara, chefe da tribo, que logo depois passa o cargo ao filho.
Canicran: chefe dos tapuias;
Pahã: É o filho mais novo de Canicran, inconformado com a morte do pai procura se vingar cegando Itaquê a flechadas.
José de Alencar consegue por meio de sua obra valorizar a imagem indígena, que antes fora difamada por alguns autores, assim tenta resgatar, ou melhor, definir a cara do Brasil através da caracterização do seu povo nativo.
REFERÊNCIAS
ALENCAR, José de. UBIRAJARA. Rio de Janeiro: Garnier, 1926.
BOSI, Alfredo. HISTÓRIA CONCISA DA LITERATURA BRASILEIRA. 37 ed. São Paulo: Cultrix, 2000.
CARDIM, Fernão. NARRATIVA EPISTOLAR DE UMA VIAGEM E MISSÃO JESUÍTICA. Lisboa, 1847.
MOISÉS, Massud. HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA: das origens ao romantismo. 6º Ed. Cultrix, 2001.
FACULDADE ATENAS MARANHNSE – FAMA
GRADUAÇÃO EM LETRAS PORTUGUÊS
DISCIPLINA: ESTUDO DA PROSA EM LÍNGUA PORTUGUESA
PROF.: MARIA ENEIDA
SEMESTRE/ANO: 1°/2010
UBIRAJARA: Do indivíduo ingênuo ao herói brasileiro
Adriana Clara, Cleidiane Nunes, Daniela Sá, Gilson Araujo, Maressa Isvy, Nébia Furtado e Yargo Carvalho ¹
Traçando um paralelo entre a “Narrativa Epistolar” de Fernão Cardim, e o Ubirajara de José de Alencar, percebemos seus personagens edênicos, porém tratados de maneiras diferentes. Em Fernão Cardim (1847) encontramos a objetividade dos fatos, em que o autor procura descrever com clareza as características do índio, retratando seus costumes, crenças e até mesmo a ingenuidade do nativo como ele próprio afirma “(...) parece que estão no estado de inocência nesta parte, pela grande honestidade e modéstia que entre si guardão (...)”. Enquanto em “Ubirajara” percebemos a subjetividade dos acontecimentos, em que o índio é tido como um “grande guerreiro”, o nativo sempre é visto de forma valorizada, no qual José de Alencar busca definir a identidade nacional.
Tais considerações podem ser melhor compreendidas na caracterização de dois períodos literários que compreendem cada obra :
O Período Quinhentista foi a primeira manifestação literária do Brasil, que se caracterizava por suas tendências: Literatura Informativa e Literatura dos Jesuítas. Aqui nos deteremos a Literatura Informativa de Fernão Cardim, que se enquadra em gênero propagandístico da colônia portuguesa a fim de descrever os bons ares do Brasil e da gente do Brasil, que segundo Moisés (2001, p.54) “Lendo-o, tem-se a impressão de estar recebendo as primeiras sensações desencadeadas pela terra nova numa psicologia ainda plástica e imune a maiores preconceitos.” Pois antes de Cardim outros jesuítas descreveram a paisagem do Brasil, mas sempre falando da selvageria do índio, enquanto Cardim trata da candura e da pureza de cada um. No dizer de Bosi (2000, p.13) a literatura informativa tem validade também “para sugestões temáticas e formais”, temas estes que serão muito bem explorados por José de Alencar suas obras.
O Romantismo é caracterizado pela liberdade de criação, sendo dividido em três gerações. A obra Ubirajara fica pertencente à primeira geração romântica, pois possui expressamente as características nacionalistas ou indianistas desse período. A primeira geração romântica nasceu da necessidade de caracterizar o Brasil como Brasil, para Bosi (2002) esta fase significou o rompimento do critério formal clássico para a constituição de caracteres próprios da sociedade brasileira. No entanto Alencar, ainda nos remete aos ideais clássicos por meio de sua narrativa de cunho heróico.
José de Alencar valoriza o mundo selvagem, que segundo Bosi: “O Brasil ideal de Alencar seria uma espécie de cenário selvagem (2000, p.138). Visto que, Alencar aborda as características do índio considerando-o em seu estado mais puro.
Ubirajara retrata a história de um guerreiro chamado Jaguarê, e sua busca por ser reconhecido como tal, passando a ser chamado de Ubirajara. Que em certos tempos se apaixona por Araci, filha do chefe de uma tribo rival, tenta disputá-la como esposa, porém só consegue essa vitória no momento em realiza um feito heróico que une as duas tribos. A obra Ubirajara é narrada em terceira pessoa tendo um narrador onisciente. Está situada em um espaço conhecido como pré-cabraliano, o qual o homem branco ainda não pôde tocar, tanto que é possível perceber a relação intrínseca entre a natureza e os índios, em que demonstram profundo conhecimento e equilíbrio com o ambiente. O personagem é um selvagem, por viver em tal cenário: “Pela margem do grande rio caminha Jaguarê, o jovem caçador. (p. 1140)”, percebe-se que a narrativa se passa em meio à floresta brasileira e que são esses elementos naturais que formam o protagonista Jaguarê.
Os principais personagens desse romance são:
Ubirajara: conhecido anteriormente como Jaguarê, é o herói do romance, que se torna “senhor da lança”, tendo como principal característica a sua incessante busca por ser um verdadeiro guerreiro.
Jandira: Virgem prometida como esposa de Ubirajara, que fica inconformada com sua rejeição, tentando matar Araci que era a verdadeira paixão de Ubirajara.
Araci: é a filha do chefe da tribo rival, que encanta Ubirajara.
Pojucan: Irmão de Araci, que luta com Jaguarê.
Itaquê: é o pai de Araci, um chefe de princípios.
Jacamim: mãe de Araci e Pojucan.
Camacã: pai de Ubirajara, chefe da tribo, que logo depois passa o cargo ao filho.
Canicran: chefe dos tapuias;
Pahã: É o filho mais novo de Canicran, inconformado com a morte do pai procura se vingar cegando Itaquê a flechadas.
José de Alencar consegue por meio de sua obra valorizar a imagem indígena, que antes fora difamada por alguns autores, assim tenta resgatar, ou melhor, definir a cara do Brasil através da caracterização do seu povo nativo.
REFERÊNCIAS
ALENCAR, José de. UBIRAJARA. Rio de Janeiro: Garnier, 1926.
BOSI, Alfredo. HISTÓRIA CONCISA DA LITERATURA BRASILEIRA. 37 ed. São Paulo: Cultrix, 2000.
CARDIM, Fernão. NARRATIVA EPISTOLAR DE UMA VIAGEM E MISSÃO JESUÍTICA. Lisboa, 1847.
MOISÉS, Massud. HISTÓRIA DA LITERATURA BRASILEIRA: das origens ao romantismo. 6º Ed. Cultrix, 2001.
domingo, 25 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
C:\Fakepath\O Barroco Em Portugal E No Brasil
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terça-feira, 6 de abril de 2010
C:\Fakepath\Literatura De InformaçãO Versus Literatura Indianista
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quarta-feira, 10 de março de 2010
domingo, 7 de março de 2010
Passos para se tornar autor do blog
Caros alunos,
Um convite para autor do blog foi enviado para o email da turma.
Para aceitar o convite, basta que algum aluno acesse o link disponibilizado na mensagem do email e preencha um formulário com o email da turma e a senha de acesso do mesmo e, em seguida, dar um nome de usuário (no caso a identificação da turma, curso e período).
Este processo costuma ser rápido.
Depois deste cadastro, vocês poderão fazer o login na página inicial do blogger, informando o email da turma e a mesma senha e, então, poderão postar seus textos.
Para ler os textos dos colegas, não é preciso estar logado, mas apenas acessar o endereço do blog.
Em caso de dúvidas, podem me enviar um email.
Um convite para autor do blog foi enviado para o email da turma.
Para aceitar o convite, basta que algum aluno acesse o link disponibilizado na mensagem do email e preencha um formulário com o email da turma e a senha de acesso do mesmo e, em seguida, dar um nome de usuário (no caso a identificação da turma, curso e período).
Este processo costuma ser rápido.
Depois deste cadastro, vocês poderão fazer o login na página inicial do blogger, informando o email da turma e a mesma senha e, então, poderão postar seus textos.
Para ler os textos dos colegas, não é preciso estar logado, mas apenas acessar o endereço do blog.
Em caso de dúvidas, podem me enviar um email.
sábado, 6 de março de 2010
Criar e recriar leitores-nossa missão

O escritor e teórico Ricardo Piglia afirma em sua obra O último leitor, que Jorge Luís Borges inventa a figura do leitor. Segundo Piglia, "Borges inventa o leitor como herói a partir do espaço que se abre entre a letra e a vida"(p. 26). Naturalmente podemos pensar em outro escritor que fez uso desse artifício. Artifício que também serviu como uma espécie de fuga da realidade dura vivenciada no final do século XIX no Brasil marcada pelo analfabetismo de quase 80% da população e, por conseguinte, a existência pífia da figura do leitor. O escritor aqui abordado, trata-se de Machado de Assis que em muitas narrativas faz alusão a esse ser quase inatingível, como podemos observar no conto "Almas agradecidas", por exemplo: "Facilmente acreditará o leitor que estes dois amigos se fizessem confidentes de todas as coisas, principalmente de coisas de amores".
Antes, portanto, de adentrarmos no universo da prosa urdida tanto no Brasil quanto em Portugal, acredito ser interessante tratarmos da figura do leitor e, sobretudo, do ato de ler. Piglia propõe em sua obra mencionada anteriormente fazer uma espécie de história imaginária dos leitores, a partir das "figurações do leitor na literatura; ou seja as representações imaginárias da arte de ler na ficção. Trata-se, pois, de um exercício interessante de recriar ou de verificar essa lição de leitura. Para tanto, menciona escritores ou personalidades e sua relação com os livros. Nesse sentido, emerge a questão do nosso papel como leitores. Será que a literatura continuará recriando esse personagem ou assumiremos essa função prazerosa, conforme destaca Barthes em O prazer do texto.
Nesse semestre faremos um passeio pela literatura brasileira e portuguesa, uma vez que teremos alguns eixos temáticos que percorrerão desde as grandes navegações do século XVI, passando pela descoberta do Novo Mundo e a representação das literaturas portuguesas e brasileira por espaços geográficos como o campo, a cidade e o sertão.
O blog servirá, portanto, para construirmos nossa disciplina pouco a pouco, através do contato com os textos sugeridos e também com o auxílio de outros materiais de apoio como filmes, músicas.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Observação!!!
O último grupo a apresentar o trabalho pode ler a primeira parte da obra, que se trata de um Roteiro geral com informações acerca de toda a costa do Brasil!!!
terça-feira, 2 de março de 2010
Atividade
Os grupos apresentarão os trabalhos na seguinte ordem:
• Carta de Pero Vaz de Caminha – Michelle, Jamille, Maria José, Braunienne, Trindade, Débora, Cleydianne, Rosália (11/03).
• O Tratado da Terra do Brasil (Pero Magalhães Gândavo) – José João, Claudionara, Ninesilvia, Nathielle, Natália, Diana, Felix, Mônica, Tanilce (16/03).
• História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil (Pero Magalhães Gândavo) - Irlandia, John, Ronison, Carleane, Rosângela, Paula, Alzira, Luciana (16/03).
• A Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil (Fernão Cardim) – Adriana Clara, Daniela Sá, Enoque, Gilson, Maressa, Nayra Maia, Maria Zeide, Valmércia, Yargo (18/03).
• O Tratado Descritivo do Brasil ( Gabriel Soares de Sousa) – Adriana de Cássia, Aretusa, Olga de Jesus, Aline de Jesus, Claudeíres, Iraciara, Liliana, Andréa, Ivanilde, Paulo, Keyce Raphaela (18 ou 23/03).
• Carta de Pero Vaz de Caminha – Michelle, Jamille, Maria José, Braunienne, Trindade, Débora, Cleydianne, Rosália (11/03).
• O Tratado da Terra do Brasil (Pero Magalhães Gândavo) – José João, Claudionara, Ninesilvia, Nathielle, Natália, Diana, Felix, Mônica, Tanilce (16/03).
• História da Província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil (Pero Magalhães Gândavo) - Irlandia, John, Ronison, Carleane, Rosângela, Paula, Alzira, Luciana (16/03).
• A Narrativa Epistolar e os Tratados da Terra e da Gente do Brasil (Fernão Cardim) – Adriana Clara, Daniela Sá, Enoque, Gilson, Maressa, Nayra Maia, Maria Zeide, Valmércia, Yargo (18/03).
• O Tratado Descritivo do Brasil ( Gabriel Soares de Sousa) – Adriana de Cássia, Aretusa, Olga de Jesus, Aline de Jesus, Claudeíres, Iraciara, Liliana, Andréa, Ivanilde, Paulo, Keyce Raphaela (18 ou 23/03).
Atividade

Após a explanação da aula do dia 02/03, sobre o Classicismo e um certo "paralelismo" que se verifica em relação aos relatos/diários de viagem produzidos em Portugal e no Brasil, a turma se dividirá em grupos para analisar e discutir os seguintes textos: "A Carta de Pero Vaz de Caminha", "O Tratado da Terra do Brasil" e a "História da Província de Santa Cruz", de Pero Magalhães Gândavo e o "Tratado Descritivo do Brasil de Gabriel Soares de Sousa.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Estudo da Prosa de Língua Portuguesa

FACULDADE ATENAS MARANHENSE – FAMA
PLANO DE ENSINO
Curso: Letras-português Ano: 2010.1
Docente Responsável: Profa. Dr. Maria Eneida Matos da Rosa Email: eneida@fama.br
Blog do Curso:
Identificação
Disciplina: Estudos do prosa de língua portuguesa Semestre / Período
5º período/ Noturno
Carga Horária Total Carga Horária Semanal Distribuição da Carga Horária:
Teórica Prática
66 h/a 03 h/a 33 h/a 33 h/a
Ementa:
Estudo da prosa portuguesa e brasileira partindo da idéia de que ambas partiram de um tronco comum, deixando de lado o isolacionismo comum nos currículos de graduação. A partir desse posicionamento tenciona-se abordar algumas narrativas escritas em língua portuguesa oriundas de nações africanas, como Angola e Moçambique.
Contribuição para o perfil do Egresso do Curso:
Esta disciplina possibilitará que o discente seja capaz de reconhecer e analisar vários aspectos não só do percurso historiográfico delineado pela literatura em prosa produzida em Portugal e no Brasil, como analisar algumas peculiaridades inerentes ao gênero.
Objetivos
Objetivo Geral:
Identificar principais autores, temáticas e obras da prosa de língua portuguesa e não deseja perder de vista a perspectiva histórica, nem assumir posicionamento idealista diante da literatura.
Objetivos Específicos:
o Ler obras que denotem a profunda relação entre os escritores que se expressam em língua portuguesa, fruto de formação comum e leitura mútua;
o Compreender a prosa de língua portuguesa verificando alguns reflexos das mudanças sociais, políticas e econômicas ocorridas em Portugal e no Brasil
o Eleger uma temática que se mostre presente tanto na literatura portuguesa quanto brasileira a partir de suas primeiras manifestações.
Conteúdo Programático
UNIDADE I: Viagem, natureza e novo mundo nas literaturas de língua portuguesa
- As grandes navegações do século XVI.
- As grandezas do Brasil através da literatura dos jesuítas e cronistas.
- Viagem e o Novo Mundo na literatura em língua portuguesa contemporânea.
- O cinema e a música popular diante do tema da viagem e dos descobrimentos.
TEXTOS DE ESTUDO: Ordem alfabética
ALENCAR, José de. Iracema.
BOPP, Raul. Cobra Norato.
CAMÕES, Luís de. Os lusíadas.
GAMA, Basílio da. O Uraguai.
SARAMAGO, José. A jangada de Pedra.
MEDINA, Sinval. Tratado da Altura das estrelas.
FILME: Caramuru: a invenção do Brasil
UNIDADE II: UNIDADE II: Campo, sertão e cidade
- A representação no espaço geográfico e social nas literaturas de língua portuguesa.
- A representação dos diferentes espaços geográficos.
- Regionalismos e vida rural.
- Modernidade e vida urbana.
- A poesia das cidades.
- O cenário urbano enquanto motivo na música, na televisão e no cinema.
TEXTOS DE ESTUDO:
ALUÍSIO, Azevedo. O cortiço.
ANTONIO, João. Malaguetas, Perus e Bacanaço.
ASSIS, Machado de. Quincas Borba.
FERREIRA, Vergílio. Aparição.
GONZAGA, Tomás Antonio. Marília de Dirceu.
NETO, João Cabral de. Cão sem plumas.
QUEIROZ, Eça de. Primo Basílio.
QUINTANA, Mário. Rua dos cataventos.
FILME: Blade Runner ou Matrix
Metodologia de Ensino:
o Exposição oral dialogadas
o Leituras dirigidas
o Seminários
o Leituras: análise e interpretação
o Pesquisas bibliográficas
o Trabalhos escritos (individual e/ou em grupo)
o Trabalhos orais: encenação de peça teatral e declamação de poesias
o Confecção do blog da turma
Relações Interdisciplinares da Disciplina:
A disciplina se relaciona interdisciplinarmente com várias ao longo do curso, uma vez que dialoga com a disciplina de literatura portuguesa e brasileira. Há que se destacar ainda o fato de que há uma retomada do próprio estudo de teoria da literatura bem como crítica literária, na medida em que serão trabalhados e analisados textos à luz de alguns conceitos críticos e teóricos.
Processo de Avaliação da Aprendizagem:
1. Serão considerados os seguintes elementos ao longo do semestre: participação ativa nas aulas e postura acadêmica, elaboração de resumos (fichamentos) sobre as leituras semestrais, debates em sala de aula, pesquisa bibliográfica e de campo e, possivelmente, uma prova.
2. Os métodos de avaliação visam os seguintes objetivos:
a) Diagnosticar o nível de aquisição e organização dos conhecimentos;
b) Apreciar o grau de desenvolvimento da capacidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos a novas situações, nomeadamente em função das exigências profissionais;
c) Aferir das disposições críticas face ao saber, à inovação e ao rigor metodológico.
3. O procedimento de avaliação poderão pontuar com:
Provas, atividades escritas, produção de textos e trabalhos individuais e/ou em grupos.
4. A aprovação na disciplina depende da obtenção pelo aluno, além da freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento), de uma classificação semestral igual ou superior a 7,0 (sete), obtida a partir da média dos dois bimestres, previstas em período no calendário acadêmico geral da IES.
5. No caso da não obtenção de média 7,0 (sete) prevista no número anterior o aluno se submeterá a prova final escrita, devendo obter média igual ou superior a 6,0(seis).
6. As provas e exames escritos a serem aplicados aos alunos da presente disciplina terão como modelo os cadernos de questões integradas no ENADE, podendo conter perguntas com abordagens semelhantes àquelas contidas no Exame de Suficiência do Conselho Federal da classe, bem como em exames promovidos por outros organismos de classe e ainda nos concursos federais e estaduais.
7. As provas e exames escritos a serem aplicados aos alunos da presente disciplina conterão, a critério do professor ou necessidade da disciplina, perguntas objetivas (múltipla escolha) e questões discursivas.
8. As provas e exames realizar-se-ão nas datas fixadas em calendário divulgado em data anterior a sua efetivação.
9. No caso de exame o cálculo da média final constará do seguinte: Média Parcial + Nota do Exame Final x 2 dividido por 3.
Recursos Audiovisuais / Laboratórios:
Quadro branco, data-show, vídeo, CDs, DVDs, etc.
Bibliografia Básica
BORDINI, Maria da Glória et alii. Crítica do tempo presente. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro IEL, 2005.
MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Cultrix, 1978
______. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1984.
Bibliografia Complementar
BORDINI, Maria da Glória et alii. Crítica do tempo presente. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro IEL, 2005.
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura. São Paulo: Cultrix, 2001.
MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Cultrix, 1978.
______. A literatura como denúncia. Cotia, SP: Íbis, 2002.
______. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1984.
PROENÇA FILHO,Domício. Estilos de época da literatura. São Paulo: Ática, 1991.
SARAIVA, Antônio José: LOPES, Oscar. História da Literatura Portuguesa. Porto, Porto Editora,s/d.
REMÉDIOS, Maria Luiza. Ritzel (org.). O despertar de Eva. Gênero e identidade na ficção de língua portuguesa.
SARAIVA, Antônio José: LOPES, Oscar. História da Literatura Portuguesa. Porto, Porto Editora,s/d
TELES, Gilberto Mendonça. O lu(g)ar do sertão na poesia brasileira. In.: O MESTRE. Centro de Estudos Portugueses (USP).
Curso: Ano:2010.1
Docente Responsável:
Identificação
Disciplina: Estudos da prosa de língua portuguesa Semestre / Período
4º período
Carga Horária Total Carga Horária Semanal Distribuição da Carga Horária:
Teórica Prática
40 h/a 02 h/a 20 h/a 20 h/a
Cronograma de Aulas
Aula Data Assunto Livro - Referência Páginas
1ª
2ª .
3ª
4ª
5ª
6ª
7ª .
8ª
9ª
10ª
11ª
12ª
13ª
14ª
15ª
16ª
17ª .
18ª
19ª
20ª
Data: ___/___/ 10. Assinatura do Professor: _______________________
PLANO DE ENSINO
Curso: Letras-português Ano: 2010.1
Docente Responsável: Profa. Dr. Maria Eneida Matos da Rosa Email: eneida@fama.br
Blog do Curso:
Identificação
Disciplina: Estudos do prosa de língua portuguesa Semestre / Período
5º período/ Noturno
Carga Horária Total Carga Horária Semanal Distribuição da Carga Horária:
Teórica Prática
66 h/a 03 h/a 33 h/a 33 h/a
Ementa:
Estudo da prosa portuguesa e brasileira partindo da idéia de que ambas partiram de um tronco comum, deixando de lado o isolacionismo comum nos currículos de graduação. A partir desse posicionamento tenciona-se abordar algumas narrativas escritas em língua portuguesa oriundas de nações africanas, como Angola e Moçambique.
Contribuição para o perfil do Egresso do Curso:
Esta disciplina possibilitará que o discente seja capaz de reconhecer e analisar vários aspectos não só do percurso historiográfico delineado pela literatura em prosa produzida em Portugal e no Brasil, como analisar algumas peculiaridades inerentes ao gênero.
Objetivos
Objetivo Geral:
Identificar principais autores, temáticas e obras da prosa de língua portuguesa e não deseja perder de vista a perspectiva histórica, nem assumir posicionamento idealista diante da literatura.
Objetivos Específicos:
o Ler obras que denotem a profunda relação entre os escritores que se expressam em língua portuguesa, fruto de formação comum e leitura mútua;
o Compreender a prosa de língua portuguesa verificando alguns reflexos das mudanças sociais, políticas e econômicas ocorridas em Portugal e no Brasil
o Eleger uma temática que se mostre presente tanto na literatura portuguesa quanto brasileira a partir de suas primeiras manifestações.
Conteúdo Programático
UNIDADE I: Viagem, natureza e novo mundo nas literaturas de língua portuguesa
- As grandes navegações do século XVI.
- As grandezas do Brasil através da literatura dos jesuítas e cronistas.
- Viagem e o Novo Mundo na literatura em língua portuguesa contemporânea.
- O cinema e a música popular diante do tema da viagem e dos descobrimentos.
TEXTOS DE ESTUDO: Ordem alfabética
ALENCAR, José de. Iracema.
BOPP, Raul. Cobra Norato.
CAMÕES, Luís de. Os lusíadas.
GAMA, Basílio da. O Uraguai.
SARAMAGO, José. A jangada de Pedra.
MEDINA, Sinval. Tratado da Altura das estrelas.
FILME: Caramuru: a invenção do Brasil
UNIDADE II: UNIDADE II: Campo, sertão e cidade
- A representação no espaço geográfico e social nas literaturas de língua portuguesa.
- A representação dos diferentes espaços geográficos.
- Regionalismos e vida rural.
- Modernidade e vida urbana.
- A poesia das cidades.
- O cenário urbano enquanto motivo na música, na televisão e no cinema.
TEXTOS DE ESTUDO:
ALUÍSIO, Azevedo. O cortiço.
ANTONIO, João. Malaguetas, Perus e Bacanaço.
ASSIS, Machado de. Quincas Borba.
FERREIRA, Vergílio. Aparição.
GONZAGA, Tomás Antonio. Marília de Dirceu.
NETO, João Cabral de. Cão sem plumas.
QUEIROZ, Eça de. Primo Basílio.
QUINTANA, Mário. Rua dos cataventos.
FILME: Blade Runner ou Matrix
Metodologia de Ensino:
o Exposição oral dialogadas
o Leituras dirigidas
o Seminários
o Leituras: análise e interpretação
o Pesquisas bibliográficas
o Trabalhos escritos (individual e/ou em grupo)
o Trabalhos orais: encenação de peça teatral e declamação de poesias
o Confecção do blog da turma
Relações Interdisciplinares da Disciplina:
A disciplina se relaciona interdisciplinarmente com várias ao longo do curso, uma vez que dialoga com a disciplina de literatura portuguesa e brasileira. Há que se destacar ainda o fato de que há uma retomada do próprio estudo de teoria da literatura bem como crítica literária, na medida em que serão trabalhados e analisados textos à luz de alguns conceitos críticos e teóricos.
Processo de Avaliação da Aprendizagem:
1. Serão considerados os seguintes elementos ao longo do semestre: participação ativa nas aulas e postura acadêmica, elaboração de resumos (fichamentos) sobre as leituras semestrais, debates em sala de aula, pesquisa bibliográfica e de campo e, possivelmente, uma prova.
2. Os métodos de avaliação visam os seguintes objetivos:
a) Diagnosticar o nível de aquisição e organização dos conhecimentos;
b) Apreciar o grau de desenvolvimento da capacidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos a novas situações, nomeadamente em função das exigências profissionais;
c) Aferir das disposições críticas face ao saber, à inovação e ao rigor metodológico.
3. O procedimento de avaliação poderão pontuar com:
Provas, atividades escritas, produção de textos e trabalhos individuais e/ou em grupos.
4. A aprovação na disciplina depende da obtenção pelo aluno, além da freqüência mínima de 75% (setenta e cinco por cento), de uma classificação semestral igual ou superior a 7,0 (sete), obtida a partir da média dos dois bimestres, previstas em período no calendário acadêmico geral da IES.
5. No caso da não obtenção de média 7,0 (sete) prevista no número anterior o aluno se submeterá a prova final escrita, devendo obter média igual ou superior a 6,0(seis).
6. As provas e exames escritos a serem aplicados aos alunos da presente disciplina terão como modelo os cadernos de questões integradas no ENADE, podendo conter perguntas com abordagens semelhantes àquelas contidas no Exame de Suficiência do Conselho Federal da classe, bem como em exames promovidos por outros organismos de classe e ainda nos concursos federais e estaduais.
7. As provas e exames escritos a serem aplicados aos alunos da presente disciplina conterão, a critério do professor ou necessidade da disciplina, perguntas objetivas (múltipla escolha) e questões discursivas.
8. As provas e exames realizar-se-ão nas datas fixadas em calendário divulgado em data anterior a sua efetivação.
9. No caso de exame o cálculo da média final constará do seguinte: Média Parcial + Nota do Exame Final x 2 dividido por 3.
Recursos Audiovisuais / Laboratórios:
Quadro branco, data-show, vídeo, CDs, DVDs, etc.
Bibliografia Básica
BORDINI, Maria da Glória et alii. Crítica do tempo presente. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro IEL, 2005.
MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Cultrix, 1978
______. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1984.
Bibliografia Complementar
BORDINI, Maria da Glória et alii. Crítica do tempo presente. Porto Alegre: Instituto Estadual do Livro IEL, 2005.
BOSI, Alfredo. História concisa da literatura. São Paulo: Cultrix, 2001.
MOISÉS, Massaud. Dicionário de Termos Literários. São Paulo: Cultrix, 1978.
______. A literatura como denúncia. Cotia, SP: Íbis, 2002.
______. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 1984.
PROENÇA FILHO,Domício. Estilos de época da literatura. São Paulo: Ática, 1991.
SARAIVA, Antônio José: LOPES, Oscar. História da Literatura Portuguesa. Porto, Porto Editora,s/d.
REMÉDIOS, Maria Luiza. Ritzel (org.). O despertar de Eva. Gênero e identidade na ficção de língua portuguesa.
SARAIVA, Antônio José: LOPES, Oscar. História da Literatura Portuguesa. Porto, Porto Editora,s/d
TELES, Gilberto Mendonça. O lu(g)ar do sertão na poesia brasileira. In.: O MESTRE. Centro de Estudos Portugueses (USP).
Curso: Ano:2010.1
Docente Responsável:
Identificação
Disciplina: Estudos da prosa de língua portuguesa Semestre / Período
4º período
Carga Horária Total Carga Horária Semanal Distribuição da Carga Horária:
Teórica Prática
40 h/a 02 h/a 20 h/a 20 h/a
Cronograma de Aulas
Aula Data Assunto Livro - Referência Páginas
1ª
2ª .
3ª
4ª
5ª
6ª
7ª .
8ª
9ª
10ª
11ª
12ª
13ª
14ª
15ª
16ª
17ª .
18ª
19ª
20ª
Data: ___/___/ 10. Assinatura do Professor: _______________________
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